Domingo, 22 de Maio de 2011
Mais uma vez (no Correio de Lagos)
O comentário que se segue, foi enviado para o Jornal Correio de Lagos, tendo como referência, uma notícia publicada na edição de Maio de 2011
"Ex. Mo Senhor Director Jornal Correio de Lagos.
Mais uma vez fico perplexo (ou talvez não), ao ler a notícia com honras de 1ª página - "Ginastas do Ginástica Clube de Lagos são Vice-Campeões Regionais". O Campeonato em questão, foi o Campeonato Distrital de Mini-Trampolim, logo serão Vice-Campeões Distritais. Por outro lado, nós Lagotramp, também fomos Vice-Campeões Distritais, e outros houve, que ocuparam essa posição no pódio. Confuso? Nem por isso, porque, na prova referida, estiveram todos os escalões etários em Masculinos e Femininos.
Também me espanta, esta parte da notícia que transcrevo: - "O clube lacobrigense competiu com 13 ginastas e apurou 11 para o Campeonato Nacional de Mini Trampolim a ……!
A não ser que algo me escape, os apuramentos só saíram a 17 de Maio, e neles só constam 3 ginastas desse clube, como pode verificar no anexo que envio, retirado do Site da Federação de Ginástica de Portugal.
Porque não existe referência ao autor do artigo em questão, presumo que seja da sua autoria, pelo que, lhe chamo a atenção para este tipo de informação incompleta e incorrecta, que tende a ser repetitiva.
Percebe assim porque é que nós Lagotramp, apenas enviamos informação relativa aos eventos que organizamos. Os resultados das provas estão disponíveis no site do clube em www.lagotramp.com e são sempre da nossa responsabilidade, como é óbvio.
Consulte o site e verá que, para além de Vice Campeões Distritais e 3.º Lugar (Infantis Femininos e Juvenis Masculinos equipas), apuramos 6 ginastas para o Campeonato Nacional de Mini-Trampolim (o mesmo que o artigo refere).
Informo ainda que, este comunicado será publicado no site do clube, no separador notícias, sob o título “Correio de Lagos presta informação incorrecta e incompleta sobre a ginástica de Trampolins” no Algarve.
Melhores cumprimentos
António José"
Terça-feira, 22 de Março de 2011
Análise da Prova Qualificativa de DMT
Lagos recebeu a Prova Qualificativa de Duplo Mini-Trampolim.
Prova de âmbito Nacional, onde estiveram presentes 488 ginastas em representação de 56 clubes/associações. Foi uma organização conjunta do Lagotramp Gimno Clube de Lagos e da Federação de Ginástica de Portugal que recentemente assumiu o pelouro destas modalidades devido à extinção da FPTDA.
Numa candidatura que começou em Setembro de 2010, com a transacção destas modalidades para a FGP pelo meio, até à confirmação da organização da prova no início de Fevereiro de 2011, houve uma operação logística imensa. Assegurada que ficou a organização, houve mais 2 meses de muito trabalho, para que não houvesse falhas numa prova desta dimensão.
O fim-de-semana da prova, coincidiu com o dia do pai, a chegada da primavera, um tempo magnífico, enfim melhor não podia ser. A prova esteve espectacular, a organização mereceu da parte dos responsáveis máximos da federação e dos clubes presentes, nota máxima, e Lagos, que fica num dos extremos de Portugal, agradou a todos, que mostraram total disponibilidade para cá voltar novamente. Durante dois dias, gente de todo o país dormiu, comeu, passeou, e muitos deles conheceram pela primeira vez a nossa cidade. O saldo, foi muito positivo a todos os níveis, e com certeza que para além da prova, muito se vai falar do local onde foi organizada. Apesar de tudo isto, houve o habitual alheio por parte de quem mais se devia interessar. Com a habitual cosmética da disponibilidade, contribuíram generosamente (pasme-se), com o espaço, as mesas e cadeiras e as flores do viveiro municipal. Por outro lado, a presença dos dirigentes máximos duma federação reconhecida internacionalmente, não mereceu qualquer tipo de recepção. Enfim o habitual tapar do sol com a peneira.
Eu, que tenho o privilégio de pertencer aos órgãos sociais do clube, e habituado que estou a frequentar estas provas noutros lugares, acho uma enorme diferença da forma como o poder local encara estes eventos. Dificilmente uma prova desta envergadura voltará a Lagos, pelo menos organizada por nós, com evidente prejuízo para todos. Está na hora de dizer basta, porque depois de tudo o que trouxemos a Lagos, estamos como no primeiro dia, parece que nada se passou. Sabem aquela sensação de se estar a mais num local, apesar de tudo o que fazemos, pois assim me sinto eu. Já que o tempo é de contenção, está mais do que na hora do Lagotramp Gimno Clube de Lagos deixar de ser generoso.
Até breve
António José
Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011
Rectifico
Sobre o artigo anterior que aqui escrevi(confesso que não entendo), fiquei a saber que o mesmo desagradou aos familiares do ginasta em questão. Não interessa discutir pontos de vista em relação ao post, retirei-o e ponto final.Não pretendi de forma nenhuma dar uma ideia negativa do Tomás, mas apenas dizer que, uma ida ao pavilhão e uma conversa com os professores e colegas, não alteraria a sua decisão e deixava sem dúvida uma melhor impressão em todos os directamente envolvidos. O Tomás estará sempre ligado ao Lagotramp, pelos anos que connosco passou, e por todas as vivências que esses anos lhe proporcionaram. Espero que, sinta como nós, orgulho por ter pertencido ao clube.
Assim sendo,vou tentar de outra forma, explicar o que anteriormente escrevi. Se o Tomás se lembrasse um dia a ir treinar connosco, como se sentiria? Constrangido ou satisfeito? E será que se tivesse conversado com os professores e colegas, se sentiria diferente?
Desejo ao Tomás a concretização de todos os seus projectos.
António José
Terça-feira, 26 de Outubro de 2010
Uma grata surpresa
Na continuação daquilo que escrevi sobre as alterações que normalmente acontecem entre o fim de uma época e o recomeço dos trabalhos na seguinte, foi com muito agrado e surpresa que, num dia normal treino, ao chegar ao Pavilhão, deparei com o Adriano Santos, ginasta que até à época passada esteve connosco. Rapaz calmo e muito empenhado, muito bom na área do Solo/Acrobática, deslocava-se de Lagoa a Lagos todos os dias de treino. Apesar disso o seu aproveitamento escolar era excelente.
Hoje está na Faculdade de Arquitectura de Lisboa, a área que escolheu para se formar. Mas, a maior surpresa, foi nos dizer que estava a treinar no Ginásio Clube Português, na Classe Especial Homens (outro dos seus sonhos). Força Adriano, que esta nova etapa da tua vida te permita realizar os projectos que abraçaste. Quanto a nós, gostamos de pensar que demos um pequenino contributo para a realização dos mesmos.
Segunda-feira, 18 de Outubro de 2010
Hoje é dia de Circo
Confesso que não sou adepto do circo que regularmente nos visita. No entanto as artes circenses, são das artes de entretenimento mais antigas e resistentes que conhecemos. Roberto Ruiz, no seu livro “ hoje tem espectáculo” remonta-o à Dinastia Han, na era do Imperador Wu (220-206) AC, num torneio de treinos de combate chamado Pai-Hsi (os cem espectáculos). Aparece também na Roma dos anos 70 AC, tendo o seu apogeu com o Circo Máximo de Roma, (Júlio Cesar), perdendo fulgor com a ascensão ao poder do Imperador Nero (54 a 68 DC), que introduziu os espectáculos sangrentos nas arenas, obrigando os saltimbancos a sair para praças, feiras etc. O circo, como nós o conhecemos - um picadeiro, lonas, mastros, trapézios, desfiles, animais exóticos e suas jaulas, é muito recente. Foi criado pelo suboficial inglês e perito cavaleiro Philip Astley (1742- 1814), em 1770 (aprox.), mas pode ser definido como, a forma moderna de remotos entretenimentos de diversos povos e culturas.
História à parte eu fui ver o “Saltimbanco” do Cirque do Soleil. Saltimbanco é a digressão do Cirque du Soleil que dura há mais tempo, tendo arrancado em 1992 para o reconhecimento internacional, esgotando espectáculos na Europa, Estados Unidos, Austrália, Japão, Canadá e Nova Zelândia, actuando para mais de 11 milhões de fãs.
Deslumbrante, nos cenários e guarda-roupa, espectacular nas performances, o espectáculo proporciona cerca de 2 horas de magia alternada entre o humor e a habilidade técnica, onde a imaginação apenas tem como limite a própria imaginarão.
Entre nós, espero que os artistas ligados a esta área, sejam capazes de adaptar os seus espectáculos aos tempos que vivemos, e elevar o Circo Português ao estatuto que as nossas artes circenses merecem.
Domingo, 10 de Outubro de 2010
A época do recomeço
Para não variar a época 2010/2011, começa confusa.
Na verdade, pensamos que fruto do trabalho desenvolvido pelo clube (dirigentes, técnicos e atletas), esta época regista um aumento significativo do número de praticantes. Se, por um lado nos satisfaz confirmar que o projecto da Direcção é válido, por outro, obriga-nos a reforçar a equipa técnica, o que não é fácil nestas modalidades.
No entanto, também já ultrapassamos essa dificuldade da melhor maneira possível. Mas, com a saída dos ginastas mais velhos (ensino superior, estágios, trabalho, etc.), e a entrada de muitos e muito jovens, temos pela frente um novo recomeço. Esperemos que todos em conjunto (dirigentes, técnicos e atletas), possamos levar a bom termo o trabalho que nos propusemos.
Numa cidade sem ensino superior perto, é natural que, os mais velhos ao atingirem a idade sigam o seu caminho, da mesma forma que os técnicos necessários sejam menos. Isto obriga a que o recomeço seja uma constante, na vida de um clube como aquele a que presidimos. Apesar de termos plena consciência desse facto, fica sempre um sentimento de perca cada vez que tal acontece.
Como será o futuro?
O Associativismo, vai atravessar tempos difíceis, com os desafios que, a economia cada vez mais débil coloca a tudo e todos.
Anos atrás tudo era diferente. O desporto apenas se praticava na escola, salvo o futebol no Esperança de Lagos, e mesmo aí poder dar uns pontapés numa bola, era, uma questão de conhecimento ou de sorte. A seguir vieram as artes marciais, na berra, com a chegada ao cinema do lendário Bruce Lee. Numa evolução natural, apareceram os apoios da Autarquia, com o objectivo de oferecer a todos os jovens e os menos jovens, a possibilidade de praticarem uma actividade desportiva que os satisfizesse. O resultado, foi o aparecimento de um tecido associativo diversificado, tentando preencher o atraso que tinha em relação às modalidades praticadas. Numa cidade onde a cultura desportiva era muito deficiente, o aparecimento desta massa associativa, traduziu-se num enorme aumento de modalidades e praticantes, com enormes benefícios principalmente para os mais jovens. Hoje, está mais que cimentado o valioso contributo que, o associativismo trouxe a todos nós.
No entanto, os tempos que se avizinham não trazem boas novas. A autarquia, que foi a impulsionadora destas iniciativas, vai retirando todos os apoios que anteriormente concedia, com a agravante de que, a maioria dos espaços de prática desportiva também estarem sobre a sua tutela. Muitos não vão resistir muito tempo.
Na verdade qualquer associação, como qualquer empresa, ou mesmo uma autarquia, tem que gerar rendimentos que façam face às despesas, de outro modo estará falida. Os próximos tempos vão deixar claro, aqueles que fazem uma gestão criteriosa dos bens que possuem e tentam ultrapassar as enormes dificuldades que vão aparecer, e os que, são uma aposta clara dos nossos dirigentes.
Deixo aqui um reparo. Os apoios dados pelo poder local, deveriam ser claros no que respeita ao desporto profissional (atletas pagos, treinadores de renome, instalações própria etc.) por um lado, e aos outros que, embora competindo nas mais diversas áreas e com o mesmo profissionalismo, o fazem apenas por amor à camisola. Tem que haver da parte de quem subsidia o mesmo rigor e isenção, que exige a quem se candidata.
Espero que me engane, e que, o futuro não nos conduza de volta ao desporto quem eu conheci enquanto criança.
A nossa responsabilidade
Hoje, ao aceder à caixa de correio electrónico do clube, deparei com duas mensagens abusivas, de um jovem devidamente identificado. Este jovem, atleta numa associação desportiva local, já por várias vezes nos brindou com estas brincadeiras de mau gosto.
A situação leva-me a reflectir sobre o papel dos dirigentes e dos técnicos, na formação destes jovens, não só como atletas mas principalmente como pessoas. Sabendo que, nestas idades os jovens, criam uma ligação muito forte com os técnicos e dirigentes, deverá haver da parte destes uma especial atenção em transmitir, uma forma de ser e estar equilibrada, ajudando-os a conviver com os momentos bons e os menos bons de forma responsável e honesta, de forma a conseguirem ultrapassar as barreiras que o seu crescimento lhe coloca. Devem aprender que, todos somos diferentes, e nem todos conseguimos chegar ao primeiro lugar. Ganhar não é tudo nem a única coisa, da mesma forma que perder não constitui obrigatoriamente um fracasso. O mais importante, está na forma como nos superamos a nós próprios, e no conhecimento que adquirimos das nossas próprias capacidades. Quando por algum motivo, existe por parte de quem ensina uma obsessiva vontade não só de vencer, mas também de tentar provar que é melhor do que o rival, é natural que os jovens solidários com os mestres, entrem no jogo. Então, deixam de ser companheiros de escola ou de turma, por vezes até amigos, para serem adversários no pior sentido da palavra. Estas situações por vezes vão acompanha-los durante grande parte da sua vida. Quem, não entende a importância que tem no desenvolvimento desportivo e social dos jovens a seu cargo, não devia ocupar esse lugar.
Não devemos guiar os nossos passos em função dos outros, mas sim de nós próprios, porque bem vistas as coisas, nós somos o nosso próprio adversário e é este que interessa vencer. Devemos pois assumir as vitórias e as derrotas, com o mesmo sentido de responsabilidade.
Terça-feira, 14 de Setembro de 2010
Uma nova época e os mesmos problemas
Mais uma vez, se debatemos com o problema da equipa técnica. Neste momento, falta-nos dois técnicos, um na classe de iniciação e outro para trabalhar em conjunto com o Hugo, sendo que as nossas necessidades incidem principalmente na área da ginástica (Solo, Acrobática).
Este é um problema, inerente a uma cidade pequena, situada longe dos grandes centros, e de uma orientação desportiva que, desde há muito tempo esqueceu a ginástica nas suas várias vertentes.
Recentemente, nasceu uma parceria entre as Associações e a Autarquia para as actividades extras curriculares ( AEC,s).A Autarquia através de um protocolo com as Associações garante o funcionamento das AEC, s, através dos técnicos (qualificados) ao serviço destas. Pretendia-se assegurar por um lado as AEC,s e por outro dar mais hipótese às Associações de puderem contar com os técnicos que necessitavam. A ideia até que não é má, mas o mesmo não se pode dizer do resultado. Resolvido ficou sem dúvida o problema da Autarquia, mas a maioria das Associações continua à nora. Isto porque, a maioria dos professores apenas pretende estar nos clubes para poder dar entrada nas AEC,s, nem que para isso tenham de mudar de clube todos os anos.
Não pode ser assim. Se os técnicos entram obrigatoriamente nas AEC,s através do Clube, o resultado tem que satisfazer as duas partes. Se o protocolo é assinado entre a Associação e a Autarquia o horário deverá estar ao dispor da Associação e não do professor. Da forma como funciona agora, nesta parceria de “três” só se safa o professor e a autarquia.
Domingo, 22 de Agosto de 2010
Lagotramp Gimno Clube de Lagos prepara época 2010/2011
Depois de um merecido descanso, aí está a nova época. Com a sua vinda chega também muito trabalho, começando pela preparação da mesma. Assim e dando continuidade ao excelente trabalho dos anos anteriores, queremos reforçar a equipa técnica. Procuramos técnico com conhecimentos de Ginástica acrobática, de competição ou representação, para dar continuidade ao trabalho iniciado em 2009/2010.
Todos os contactos em www.lagotramp.com ou lagotramplagos@sapo.pt.